Esquema da "rachadinha" no gabinete da Alerj (Caso Queiroz)
R$ 6 milhões e um assessor "milionário". Como o motorista de um deputado movimentou R$ 1,2 milhão? O MPRJ diz que os salários do gabinete voltavam para o chefe e denunciou Flávio por peculato e organização criminosa. As provas acabaram anuladas, e o caso foi arquivado.
Em dezembro de 2018, um relatório do Coaf apontou R$ 1,2 milhão em movimentações atípicas na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor e motorista de Flávio. O Coaf também registrou 48 depósitos fracionados, num total de R$ 96 mil, em um mês na conta do próprio Flávio.
O MPRJ concluiu que servidores do gabinete devolviam parte dos salários. Em 2020, denunciou Flávio, Queiroz e mais 15 pessoas por peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e apropriação indébita, com desvio estimado em cerca de R$ 6 milhões. Queiroz foi preso em junho de 2020 numa casa do advogado Frederick Wassef em Atibaia (SP).
Onde está o caso
Em 2021, o STJ anulou as quebras de sigilo e o STF anulou decisões do juiz de primeira instância. Em maio de 2022, o TJ-RJ arquivou a denúncia a pedido do próprio MP. Em fevereiro de 2025, Gilmar Mendes negou recursos para reabrir a ação. Uma nova denúncia continua possível se surgirem novas provas.
Fontes
Outros casos
- Lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz (apostas)
- Dinheiro de Daniel Vorcaro (Banco Master) para o filme "Dark Horse"
- Suposta articulação com Vorcaro para interferir no 2º turno
- Propaganda eleitoral antecipada e pedido de inelegibilidade
- Calúnia contra Lula (postagem associando-o ao narcotráfico)
- Ligações com a milícia e com Adriano da Nóbrega ("Escritório do Crime")
- Mansão de R$ 6 milhões em Brasília e financiamento do BRB
- "Abin paralela": uso da Abin em favor da defesa na rachadinha
- Multas do TSE por desinformação na campanha de 2022
- Terreno de marinha obtido por advogado ligado a Flávio
- Lavagem de dinheiro com a compra e venda de imóveis
- Loja de chocolates Kopenhagen (Bolsotini) usada para lavagem
- Funcionários fantasmas no gabinete da Alerj
- Imóveis da família pagos em dinheiro vivo
- Vazamento da Operação Furna da Onça
- Funcionário fantasma na Câmara dos Deputados