Esquema da "rachadinha" no gabinete da Alerj (Caso Queiroz)

2007–2018 Encerrada Atualizado em 29/10/2026

Palácio Tiradentes, sede da Alerj no período do caso, no Rio de Janeiro
Foto: Wilfredor/Wikimedia Commons (CC0)

R$ 6 milhões e um assessor "milionário". Como o motorista de um deputado movimentou R$ 1,2 milhão? O MPRJ diz que os salários do gabinete voltavam para o chefe e denunciou Flávio por peculato e organização criminosa. As provas acabaram anuladas, e o caso foi arquivado.

Em dezembro de 2018, um relatório do Coaf apontou R$ 1,2 milhão em movimentações atípicas na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor e motorista de Flávio. O Coaf também registrou 48 depósitos fracionados, num total de R$ 96 mil, em um mês na conta do próprio Flávio.

O MPRJ concluiu que servidores do gabinete devolviam parte dos salários. Em 2020, denunciou Flávio, Queiroz e mais 15 pessoas por peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e apropriação indébita, com desvio estimado em cerca de R$ 6 milhões. Queiroz foi preso em junho de 2020 numa casa do advogado Frederick Wassef em Atibaia (SP).

Onde está o caso

Em 2021, o STJ anulou as quebras de sigilo e o STF anulou decisões do juiz de primeira instância. Em maio de 2022, o TJ-RJ arquivou a denúncia a pedido do próprio MP. Em fevereiro de 2025, Gilmar Mendes negou recursos para reabrir a ação. Uma nova denúncia continua possível se surgirem novas provas.

Fontes

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